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COVID-19: Prefeitos da Ameosc decidem pelo aumento da fiscalização e endurecimento das punições para quem descumprir as medidas sanitárias

Publicado em 25/05/2021 às 16:59 - Atualizado em 25/05/2021 às 17:00


Créditos: Foto: Ilustrativa Baixar Imagem

Os prefeitos dos 19 municípios que compõe a Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina (Ameosc) se reuniram nesta terça-feira (25) em uma Assembleia Extraordinária para tratar sobre a evolução da pandemia da Covid-19 na região. A reunião foi coordenada pelo presidente da Ameosc, prefeito de Princesa Edilson Wolkweis e contou também com a participação da secretária de Saúde de São Miguel do Oeste e coordenadora do Colegiado Regional de Secretários da Saúde, Geni Girelli.

Conforme o presidente, a situação voltou a preocupar após um breve período de estabilidade. Em conjunto, os chefes dos Executivos da região decidiram que irão, em conjunto com as forças de segurança, aumentar a fiscalização dos decretos e endurecer as punições para quem descumprir as medidas sanitárias.

Em toda a região, ocorrências envolvendo aglomerações e festas clandestinas tem surpreendido as autoridades. No último final de semana, uma festa com 30 pessoas foi flagrada pela Polícia Militar no interior do município de Guarujá do Sul. Os envolvidos descumpriam o Decreto Estadual n° 1.276/2021, sem uso de máscaras, ingerindo bebidas em copos compartilhados e não mantendo o distanciamento social.

Conforme dados levantados pela entidade, nos últimos 15 dias subiu 7,53% (1.402 casos) o número de casos confirmados de Coronavírus no Extremo Oeste. O índice de óbitos também aumentou nesse período, chegando a 6,95%. Já nos últimos 30 dias, a região registrou um crescimento de 12,61% no número de casos confirmados de Covid-19, crescimento maior que a média estadual.

Maurício Piacentini, médico do Hospital Regional Terezinha Gaio Basso e integrante do Comitê Regional, participou da reunião e ressaltou a preocupação com a atual situação da região. Para ele, se os números continuarem crescendo, a região pode voltar a registrar UTI’s lotadas e filas de espera para atendimento. “Os números tem aumentado nas últimas três semanas e se isso se mantiver, talvez a situação volte a ficar complicada como ficou em fevereiro e março deste ano”, alertou.

Após a discussão da situação pelos presentes, foi consenso entre os prefeitos que serão aguardadas as avaliações do Centro de Operações em Emergências de Saúde (Coes), o que vai balizar possíveis novos decretos. O atual decreto estadual de nº 1.272, segue vigente até o dia 31 de maio.