Com graves prejuízos pela estiagem, Ameosc solicita auxílio ao Governo do Estado e Defesa Civil

Publicado em 09/11/2020 às 13:50 - Atualizado em 09/11/2020 às 13:50

PASTAGENS ESTÃO SECANDO NO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO CEDRO
Créditos: Divulgação Baixar Imagem

Os prejuízos ocasionados pela estiagem e a preocupação com as previsões pluviométricas nada animadoras para os próximos meses, levou a Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina (Ameosc) a endereçar um ofício ao Governo do Estado na última semana. Os prejuízos na produção agropecuária são incalculáveis nas culturas de milho e soja, além da precária germinação das sementes. As plantas estão secando devido ao stress hídrico e a produção de leite é uma das atividades mais atingidas com a falta de chuvas. Além da falta de água disponível ao consumo dos animais, a falta de alimentos é eminente.

O documento é um apelo dos 19 municípios da região por destinação de recursos financeiros e medidas que possam auxiliar tanto os municípios quanto as famílias de produtores a contornarem esse momento de dificuldade. Além da governadora em exercício, Daniela Reinehr, também foram oficiados o Secretário de Estado da Agricultura, Ricardo Gouvêa e o chefe da Defesa Civil de Santa Catarina, Aldo Baptista Neto.

Conforme o documento, em toda a região, são mais de 12 mil famílias que trabalham e vivem no campo, produzindo alimentos e contribuindo com o desenvolvimento do Estado. O pedido é por “apoio à estas famílias que vem sofrendo com o aumento das perdas de produção agropecuária e na obtenção de água potável para os animais, especialmente na produção de suínos, aves e de gado de leite”.

Entre os pedidos estão:

-Auxílio na destinação de recursos financeiros para a realização do transporte de água bruta e potável;

- Auxílio para contratação de máquinas e equipamentos para abertura de bebedouros e demais reservatórios de água;

- Aquisição de caixas para armazenamento de água;

- Aquisição de kit de bombeamento de água dos reservatórios ou rios para os pontos de necessidades de água, seja para propriedades rurais ou ao consumo humano;

- Perfuração de poços artesianos e instalação de redes de canalização de água.

A necessidade se justifica devido ao baixo índice pluviométrico que se acumula na região desde o mês de abril de 2019. Nos últimos 12 meses, houve uma diminuição de mais de 700 milímetros de chuva em relação à média dos anos anteriores. Além disso, as previsões pluviométricas para os próximos cinco meses seguem abaixo da média. O documento foi assinado pelo presidente da Ameosc, prefeito de São José do Cedro, Plínio de Castro em nome de todos os prefeitos da região.