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Prefeitos da região da Ameosc decidem manter suspensas aulas e atividades esportivas e culturais até 12 de outubro

Publicado em 24/08/2020 às 17:18 - Atualizado em 24/08/2020 às 17:18

Presidente da Ameosc, prefeito de São José do Cedro, Plínio de Castro
Créditos: Cássia Santos | Ascom Prefeitura de São José do Cedro Baixar Imagem

Os prefeitos da região da Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina (Ameosc) se reuniram nesta segunda-feira (24), em assembleia virtual, para discutir os assuntos referentes à pandemia do Coronavírus nos 19 municípios abrangidos. No final do mês passado, os gestores decidiram por manter suspensas até o dia 7 de setembro, aulas, atividades esportivas e culturais.

Com a proximidade desta data, a nova reunião teve o objetivo de avaliar a situação atual para definir quais serão as medidas adotadas a partir de então nos municípios. Segundo o secretário executivo da entidade, Airton Fontana, a assessoria jurídica irá elaborar uma minuta de decreto que prevê as deliberações dos prefeitos, baseado na portaria do Governo do Estado n. 592 de 17 de agosto de 2020, indicações do Comitê da Comissão Intergestores Regional (CIR) e da matriz de risco do Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes). A minuta prevê:

  • Suspensão das aulas até 12 de outubro;
  • Suspensão das atividades esportivas e culturais até dia 12 de outubro;
  • Bares e restaurantes ficarão abertos até o limite de 22 horas, respeitando as regras de isolamento e demais cuidados sanitários;
  • Serviços essenciais serão considerados, conforme decreto nº 10.282, de 20 de março de 2020, sem prejuízos aos munícipes.

AMPLIAÇÃO DE LEITOS DE UTI

O presidente da Ameosc, prefeito de São José do Cedro, Plínio de Castro, voltou a cobrar uma posição do Governo do Estado, uma vez de que desde o mês de março vem reivindicando - em nome dos demais prefeitos - a ampliação dos leitos de UTIs na região.

“Hoje 45% dos leitos de UTIs que estão lotados em São Miguel do Oeste, não são de pacientes da nossa região. A nossa região vem numa decadência de números de casos ativos, ou seja, os casos notificados, versos os casos curados. Nós ainda temos carência nesse departamento, nesse setor e precisamos que o Estado tome essa iniciativa ou que talvez tenha um gerenciamento um pouco mais adequado com relação aos leitos de UTIs”, menciona.

Na última sexta-feira (21), a ocupação do Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, referência para tratamento de Covid-19, passava de 94%.