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Extremo-oeste já sente os efeitos da estiagem

Publicado em 16/09/2019 às 16:54 - Atualizado em 16/09/2019 às 17:02

Foto: Agência IAF Baixar Imagem

Em uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Associação dos Municípios do Extremo-oeste (Ameosc) os prefeitos dos 19 municípios pertencentes à entidade revelaram a delicada situação que eles enfrentam com a estiagem, que já ultrapassa os 100 dias. A falta de chuvas regulares já ocasiona o desabastecimento de fontes e reservatórios naturais, rios e bebedouros.

Essa irregularidade climática já obriga a maioria dos municípios a fazer o transporte de água para o consumo animal e humano. No caso de São Miguel do Oeste, já são mais de 120 dias se, precipitação regular, somando neste período pouco mais de 140 milímetros, que é pouco mais do que a média mensal. Isso já ocasiona a queda de pelo menos 15% na produção leiteira, o não desenvolvimento das pastagens e alguns pontos sem água no interior.

No município de Iporã do Oeste, fontes e reservatórios já baixaram o nível e duas comunidades precisaram de auxílio do poder público para manter o abastecimento das residências. Na cidade ainda é normal o abastecimento e poucas propriedades do interior necessitaram de apoio. A orientação é de que se mantenha o uso racional.

São João do Oeste já decretou estado de emergência e transporta mais de 300 mil litros de água por dia para animais e comunidades do interior. O mesmo fez Palma Sola, que em 120 dias não somou mais que 20 milímetros de chuva e soma 20%  de quebra no leite, 15% no trigo, além da mortandade de peixes e abastecimento de famílias do interior.

Paraíso, ainda não registrou falta de água, mas reservatórios apresentam baixa nos níveis e a orientação é pelo racionamento. Tunápolis, até agora não registrou casos de maior necessidade, mas o aumento do consumo exige mais do sistema de abastecimento, que faz o recalque da água do Rio Peperi, na linha Raigão Alto. A água passa por três estações até chegar à estação de tratamento, o que onera os cofres públicos. Reservatórios naturais já estão baixos. Orientação também é pela economia.

Em Anchieta entre 10 e 12 famílias já necessitam de abastecimento e na cidade, a Casan capta água de açudes e reservatórios particulares. Bandeirante também já abastece algumas famílias, mas contabiliza perdas em pastagens de alguns pontos do município.     Santa Helena, interior já sente a efeitos. Na cidade, há a necessidade do transporte de cerca de 60 mil litros para abastecimento humano. Barra Bonita já abastece propriedades do interior, para consumo humano e animal, cerca de 40 mil litros de água por dia. No Cedro, o abastecimento na cidade está normal, mas alguns produtores de aves, gado de leite e suínos precisam do auxílio.  Belmonte também já transporta cerca de 60 mil litros de água e luta pela melhoria da estação de captação da Casan, que abastece às cidades Belmonte e Descanso.

Representantes da Defesa Civil Estadual participaram do encontro e devem marcar visitas aos  municípios para avaliar mais profundamente cada caso e emitir os pareceres.


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